Como a Amplifica escala campanhas de mídia paga em Meta, LinkedIn e Google Ads. A lógica que a gente usa para decidir o que testar, quando escalar e quando pausar. Sem achismo, sem entregar a decisão para o algoritmo antes da hora.
Antes de abrir gerenciador, o time precisa concordar em como pensar. Se qualquer analista da Amplifica segue estas três regras, o desperdício cai e o aprendizado acelera. É o começo do raio-X que a gente faz em toda conta nova.
Se um público precisa de 7 dias e R$ 5 mil para provar que não converte, a gente perde 7 dias. Rodando 3 hipóteses ao mesmo tempo, a gente perde os mesmos 7 dias e sai com 3 respostas. Sequencial só entra quando o orçamento é apertado e a hipótese principal é sólida.
Teste com público novo + criativo novo + oferta nova não é teste, é chute. A regra é mudar uma coisa por vez. Mesmo criativo em públicos diferentes, ou mesmo público em criativos diferentes. Se você troca duas variáveis, o resultado não ensina nada.
Toda campanha começa no modo mais previsível. Cargo direto no LinkedIn, ABO no Meta, correspondência de frase no Search. Só depois de ter aprendizado é que a gente libera automação. Escalar campanha automatizada sem base é o erro mais comum e o mais caro.
Todo termo técnico deste playbook está explicado uma vez aqui e sinalizado com linha tracejada no texto. Passa o mouse em cima que a definição aparece. Se for analista novo, começa por aqui.
Cruzamento de dois públicos. Só entra quem está em A E em B ao mesmo tempo. Ex: interesse em "gestão financeira" cruzado com cargo "CFO". Reduz volume, aumenta qualificação.
Soma de dois públicos. Entra quem está em A OU em B. Ex: lookalike de clientes + interessados em concorrentes. Aumenta volume, mistura perfis.
Público semelhante criado pela plataforma a partir de uma lista base (compradores, leads qualificados). LAL 1% é o mais parecido, LAL 10% é o mais amplo e menos preciso.
Público montado à mão a partir de interesses, comportamentos e dados demográficos. O oposto de lookalike (que é gerado pela plataforma) e de retargeting (que usa quem já interagiu).
Orçamento decidido por conjunto de anúncio, no Meta. Quem controla a distribuição de verba é o analista, não a plataforma. Ideal na fase de teste.
Orçamento decidido por campanha, distribuído automaticamente pelo Meta entre os conjuntos. Bom para escalar quem já sabe o que funciona.
Campanha totalmente automatizada do Meta. A plataforma escolhe público, criativo e lance. Precisa de histórico de conversão para funcionar.
Campanha automatizada do Google que entrega em 8 posicionamentos ao mesmo tempo (Search, YouTube, Display, Gmail, Discover, Maps, Shopping, Descoberta). Requer funil integrado ao CRM.
Tipo de match no Google Search. O anúncio aparece quando a busca contém a frase (ou variação próxima), mas não em qualquer combinação. Ponto de partida seguro.
Correspondência ampla no Search. Aparece em qualquer busca que o Google julgue relacionada. Sem histórico de conversão, queima orçamento.
Lance por custo por aquisição alvo. Você diz quanto quer pagar por conversão e o Google/Meta otimiza para chegar lá. Só funciona com 30-50 conversões nos últimos 30 dias.
Lance por retorno alvo. Você diz quantas vezes quer receber sobre o gasto (ex: 5x) e a plataforma otimiza. Para e-commerce e clientes com receita atrelada à conversão.
Recurso do LinkedIn para subir listas próprias (CNPJs, e-mails, contas-alvo) e mirar anúncios diretamente nelas. Base de qualquer estratégia ABM.
Account-Based Marketing. Estratégia focada em uma lista finita de contas-alvo (100 a 2000 empresas). Não é sobre volume, é sobre frequência na conta certa.
Custo de aquisição de cliente (CAC), custo por conversão em geral (CPA), custo por lead (CPL). CAC é a métrica de negócio; CPA e CPL são as métricas da mídia.
Marketing Qualified Lead: lead que atende ao ICP. Sales Qualified Lead: lead que virou oportunidade validada pelo time comercial. Mídia entrega MQL, comercial converte em SQL.
Quantas vezes a mesma pessoa viu o anúncio no período. Acima de 8 sem conversão nova, o público está saturado. Acima de 10, é hora de renovar criativo ou pausar.
Captação: pego quem já quer comprar (busca, remarketing, oferta direta). Geração: crio o desejo em quem ainda não conhece (branding, autoridade, conteúdo). Toda conta precisa das duas.
Conceito da Amplifica. Depois de impactar boa parte do público-alvo, o CPA (custo por aquisição) sobe. É por isso que só captação de demanda não sustenta crescimento — precisa de geração de demanda em paralelo.
O playbook diz "5x o CPA alvo" o tempo todo. Mas de onde vem esse número? Do ticket final e da margem do cliente. Analista sênior sabe de cabeça. Analista novo chuta. Essa seção resolve isso — e mostra como o cálculo vira gatilho de pausa direto no gerenciador.
Serviços, B2B, ticket recorrente, ciclo de venda com comercial no meio.
Ex: ticket R$ 3.000/mês × 30% de margem = R$ 900 de margem por cliente. Esse é o teto absoluto que pode ser pago para conquistá-lo.
Ex: R$ 900 ÷ 10% (1 em cada 10 leads fecha) = R$ 90 de CPL (custo por lead) teto. Se ultrapassar isso, você paga mais para gerar o lead do que ganha com o cliente.
Ex: R$ 90 × 50% = R$ 45 de CPL alvo. Esse é o número que a mídia mira. Ele deixa margem de segurança para variação de mês e ainda gera lucro por lead adquirido.
Ex: R$ 45 × 5 = R$ 225. Se um conjunto de anúncio gasta R$ 225 e não gerou lead, a hipótese está errada. Duplica com ajuste ou pausa.
E-commerce, transação direta, ticket único, jornada curta.
Ex: produto R$ 200 × 40% margem = R$ 80 de margem bruta por venda. Esse é o valor que sobra depois de descontar custo do produto.
Ex: CPA (custo por aquisição) teto = R$ 80. Nesse ponto você fica no zero a zero — nem lucra, nem perde. Rodar em cima disso só faz sentido em campanha de aquisição de primeira compra com LTV alto.
Ex: R$ 80 × 45% = R$ 36 de CPA alvo. Rodando nesse patamar, você lucra R$ 44 por venda. É o número que a mídia persegue.
Ex: 1 ÷ 0,40 = 2,5x de ROAS (retorno sobre investimento em anúncio) breakeven. Abaixo disso, você paga para vender. ROAS alvo saudável: 3,5x a 5x dependendo do setor.
Fez o cálculo? Agora essa tabela mostra em quanto tempo você deve reagir. São dois gatilhos que rodam em paralelo — pausa quem chegar primeiro.
| Seu CPA/CPL alvo | Gatilho 1: gasto sem conversão (5x) | Gatilho 2: alcance sem conversão |
|---|---|---|
| R$ 20 | Pausa quando gastar R$ 100 sem conversão | 3.000 pessoas (lead simples, e-commerce baixo) |
| R$ 50 | Pausa quando gastar R$ 250 sem conversão | 3.000 pessoas (lead simples) |
| R$ 100 | Pausa quando gastar R$ 500 sem conversão | 5.000 pessoas (lead considerado — demo, orçamento) |
| R$ 200 | Pausa quando gastar R$ 1.000 sem conversão | 5.000 a 8.000 pessoas (B2B ticket alto) |
| R$ 500+ | Pausa quando gastar R$ 2.500+ sem conversão | 8.000 pessoas com frequência mínima 2 |
Toque em cada etapa para expandir. A ordem importa: cada passo assume que o anterior já foi executado e trouxe aprendizado.
A pergunta que resolve 80% das dúvidas em Meta: a gente está testando público ou criativo? Cada rodada testa uma coisa só. Nunca as duas ao mesmo tempo.
Estrutura: 1 campanha, 3 conjuntos de anúncio, mesmo criativo em cada. Um público por conjunto. Usa ABO na fase de teste — a gente é quem controla quanto vai para cada público.
Por que assim: o criativo é a constante. A única coisa que muda entre os conjuntos é o público. Se um conjunto entrega e outro não, a diferença está no público. Se todos entregam parecido, o criativo já se prova.
Aqui a maioria dos analistas erra: mata os dois e escala o vencedor. Parece certo, mas está deixando dinheiro na mesa.
Escala o vencedor em duplicata. Cria um segundo conjunto com o mesmo público e o mesmo criativo, com orçamento 20 a 30% maior. Isso testa se o resultado é estável e evita que o algoritmo entre em aprendizado de novo.
Aumentar orçamento no conjunto ganhador diretamente. O Meta reentra em fase de aprendizado e derruba a entrega por 3 a 5 dias. Perde-se momentum sem motivo.
Nos dois públicos que não converteram, antes de matar: rode o mesmo criativo em uma variação leve do público. LAL 2% em vez de 1%. Refinamento de interesse. Se em 3 dias e 5x o CPA alvo em gasto ainda não performar, aí mata.
Se três públicos diferentes rodaram o mesmo criativo e nenhum entregou, muda a hipótese: o criativo não está falando com ninguém. Não precisa de mais público. Precisa de outro criativo.
Estrutura de teste de criativo:
Quando dois públicos amplos performam parecido, testar a interseção deles vale a pena. Mas em um conjunto separado, sem desligar os originais.
Interseção significa cruzamento: quem entra é só quem está em A E em B ao mesmo tempo. É diferente de união, que é a soma dos dois (entra quem está em A OU em B). Interseção qualifica, união escala.
Advantage+ só faz sentido depois que o time já mapeou os públicos e criativos que funcionam. Não é ponto de partida. É passo 5, não passo 1.
LinkedIn é a plataforma mais cara por clique do mercado. Errar público custa 5 a 10 vezes mais que em Meta. Aqui, a lógica de paralelismo não é opção — é a única forma de não queimar orçamento.
Ao contrário do Meta, o LinkedIn não tem lookalike confiável para B2B. A segmentação é declarada — vem do próprio perfil que o usuário preenche. Isso quer dizer que o time precisa lançar três hipóteses de segmentação em paralelo desde o começo.
ABM significa mirar em uma lista finita de contas-alvo definida pelo comercial. Não é sobre volume, é sobre frequência na conta certa.
Se o cliente tem lista de contas-alvo (100 a 2000 empresas), a campanha ABM entra em paralelo às três de cima, não depois. O aprendizado das três ajuda a calibrar a mensagem da ABM.
Uma campanha travou com CTR baixo e zero lead. Antes de desligar, abre o relatório de demographics (empresa, cargo, senioridade). Duas coisas costumam aparecer:
O anúncio está entregando para analistas quando o alvo é diretor. Exclui senioridades baixas e duplica a campanha com o ajuste. Não edita a original — o algoritmo mistura aprendizado velho com novo e você não sabe qual está funcionando.
O anúncio está entregando em empresas de 1 a 10 funcionários quando o alvo é 200+. Ajusta filtro de tamanho e duplica. Mesma lógica para setor. A original vai para pausa, não para lixeira.
Em B2B, o público certo ainda ignora a peça errada. Depois que uma segmentação começa a entregar, o próximo teste é sempre criativo.
O LinkedIn escala com freio. Aumentar orçamento mais que 20% no mesmo dia derruba a entrega por 48 a 72 horas. E o inventário é finito por segmentação — se você mira em 50 mil pessoas, não adianta jogar R$ 10 mil/dia. A plataforma não tem para quem entregar.
O Google Ads é a plataforma que mais recompensa quem começa devagar. PMax, Broad Match e automação de lance são poderosos, mas só depois que a gente já tem sinal. Ligar PMax do dia zero é a receita clássica de queimar orçamento com lead ruim que parece bom no dashboard.
Toda conta nova começa com Search, correspondência de frase e lance manual (CPC manual ou Maximize Clicks com teto). Nada de PMax, nada de broad match, nada de automação de conversão.
Correspondência de frase quer dizer o seguinte: se o cliente busca "software de gestão financeira", seu anúncio aparece em "melhor software de gestão financeira" e "software de gestão financeira para PMEs", mas não em "melhor gestão financeira" (falta a palavra "software" na sequência). É controle sem perder variação natural.
Broad Match hoje é uma ferramenta diferente do broad de 5 anos atrás. Ele usa sinais de conversão da conta para decidir onde aparecer. Isso quer dizer que broad sem histórico de conversão queima orçamento — não tem sinal para o algoritmo seguir.
PMax entrega em 8 posicionamentos ao mesmo tempo: Search, YouTube, Display, Gmail, Maps, Discover, Shopping e Descoberta. Nem todos esses posicionamentos trazem lead qualificado. Muitos trazem volume que parece bom no dashboard e péssimo no CRM.
Lance PMax em paralelo ao Search, com brand exclusion (excluir os termos de marca do próprio cliente para não canibalizar Search) e lista de negativas de conta. Alimente com público sinalizado (First Party Data — lista de compradores, lookalike). Desliga final URL expansion se o site tem páginas ruins que você não quer que entrem no rodízio.
Não deixa PMax rodar sozinho como única campanha. Não confia no relatório de asset group para julgar qualidade — ele esconde de onde a conversão veio. Não mede sucesso em conversão declarada na plataforma. Mede em SQL no CRM. É a única leitura que importa.
Se o cliente tem vídeo, o YouTube é o lugar mais barato para topo de funil. Mas Shorts e in-stream são consumos totalmente diferentes. Nunca mistura na mesma campanha.
Demand Gen e Display são camadas de reforço. Só valem quando o cliente já tem Search e YouTube rodando com aprendizado consolidado. Nunca são porta de entrada.
A leitura é a mesma para as três plataformas. O que muda é o patamar de gasto mínimo antes de decidir. A gente nunca decide com menos de 5x o CPA alvo (custo por aquisição) em gasto — abaixo disso, é ansiedade, não dado. E, em paralelo, tem a regra dos 3.000 alcances: se você já bateu esse patamar sem conversão, o gasto pode nem ter chegado no 5x e mesmo assim o público não está respondendo. Pausa o que vier primeiro.
Como escalar: duplica a campanha vencedora com orçamento maior. Não edita o original. +20% a cada 3 dias no LinkedIn, +30% a cada 2 dias no Meta. PMax escala sozinho com tCPA/tROAS respeitado.
Como pausar: pausa, não deleta. O histórico da campanha alimenta o algoritmo para as próximas. Duplica com o ajuste correto (público, criativo ou oferta) em vez de reiniciar do zero.
Cada plataforma tem seu tempo. Pular etapa é como ler resultado de exame antes do laboratório terminar — só gera diagnóstico errado.
| Plataforma | Gasto mínimo para leitura | Tempo mínimo | Métrica principal na fase inicial |
|---|---|---|---|
| Meta Ads | 3 a 5x CPA alvo por conjunto | 3 a 5 dias | Custo por resultado + CTR único |
| LinkedIn Ads | 5x CPL alvo por campanha | 7 a 10 dias | CPL + qualificação no CRM |
| Google Search | 3x CPA alvo por grupo | 7 dias | Impression share + CTR + conversão |
| Google PMax | 10x CPA alvo | 21 a 30 dias | SQL no CRM (não conversão da plataforma) |
| YouTube (Video) | 3x CPV alvo por campanha | 7 dias | View rate + CTR + audiência qualificada gerada |
Corte técnico. O que segue é a leitura da metodologia para pitch e onboarding. Serve para responder as duas perguntas que todo prospect faz: "por que vou pagar mais que outra agência?" e "como vocês trabalham?".
A maior parte das agências liga PMax, Advantage+ e Broad Match no dia 1 e diz que "está deixando o algoritmo aprender". Isso é entregar a decisão da mídia para uma caixa preta. Na Amplifica, a gente testa em paralelo, isola variável e só libera automação depois de ter aprendizado. É por isso que o CPA (custo por aquisição) cai ao longo dos meses em vez de subir — em outras contas, o que acontece é o efeito platô: no começo tudo funciona, no médio prazo o custo dobra porque ninguém aprendeu nada de verdade sobre o público.
Rodando testes em paralelo em vez de sequenciais, o time da Amplifica valida 3x mais público, criativo e oferta no mesmo período — sem gastar 3x mais.
Isolar variável evita que um criativo bom morra dentro de um público ruim (e vice-versa). Confundir problema de público com problema de peça é o erro de leitura mais comum em performance.
Nada é pausado antes de 5x o CPA alvo em gasto. Isso previne o outro erro clássico: matar campanha vencedora cedo demais por ansiedade do time ou do cliente.
Resposta: Teste custa. Não testar custa mais. Cada hipótese não validada vira suposição rodando por 6 meses. A metodologia da Amplifica é justamente para que o teste seja controlado — piloto pequeno, regra de pausa definida, aprendizado documentado. O que economiza orçamento não é evitar teste. É evitar teste ruim.
Resposta: Porque o algoritmo otimiza para o que você diz que é conversão. Se a integração com CRM não está fechada, ele otimiza para lead ruim. PMax fica ótimo no dashboard e péssimo no CRM. Antes de ligar automação, a Amplifica garante que o funil está fechado até a venda. Se não estiver, o algoritmo entrega volume errado — e você paga por ele.
Resposta: Reunião quinzenal com relatório que mostra três coisas: hipótese que rodou, o que a gente aprendeu, próximo teste. Não é dashboard de vaidade. É registro do que a mídia está ensinando sobre o negócio do cliente. Em 6 meses, isso vira base de conhecimento — não relatório mensal descartável.